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quarta-feira, 6 de março de 2013

A música nacional dando mais um sinal de parada cardíaca!

Hoje, às 7:38 da manhã fui acordado por uma chuva de mensagens de texto e ligações para o meu celular, que me incomodaram e chamaram a atenção pelas suas respectivas quantidades. Curioso para saber o motivo de tanta necessidade de comunicação, acordei e dei de cara com a notícia de que o Chorão havia falecido. Demorei, e muito, a acreditar, até que liguei a TV e vi a notícia na maioria dos jornais das principais redes de televisão nacionais.
Não sei dizer a sensação que passei naquele momento. Na verdade, muitas pessoas da nossa própria família  (de modo mais extenso que pais e irmãos) não farão tão falta quanto outras com as quais você nunca fez contato. Isso acontece porque não há necessidade de troca de informações quando a influência é estabelecida de maneira notável de um para o outro, e isso culmina numa admiração das maiores e que não é encontrada nem em gente do seu próprio sangue.
Grande parte dos jovens que admiram o rock nacional e internacional atualmente, foram impulsionados por 'hinos' da banda, como: Te levar, Proibida pra mim, Lutar pelo que é meu  e Só por uma noite (as que tiveram uma maior visibilidade midiática pela exposição na novela para jovens, "Malhação"), por exemplo. E no meu caso não foi diferente.
O DVD Acústico MTV, lançado em 2003, foi o que definitivamente selou a minha admiração e o estímulo para divulgar os materiais do CBJr. e pesquisar bem mais a fundo sobre a história desse fenômeno.
Como não colocar o chorão dentre os maiores compositores da música brasileira? Em 11 CD's oficiais, fica difícil não encontrar um conjunto de músicas que se diferem no estilo - seja ele rock, reggae, rap, blues, dentre outros.- e que não agrade a maioria dos críticos admiradores de um bom som. Não é à toa que o "Tamo aí na Atividade" ganhou o Grammy Latino de melhor álbum de rock em 2005, assim como o "Camisa 10 Joga Bola Até na Chuva", que ganhou em 2010.
Houveram reformulações na composição dos integrantes , e de forma intensa, mas o sucesso e o talento persistiram, inicialmente com a saída do guitarrista Thiago castanho - após o CD "Nadando com os Tubarões" - e logo depois com a saída dos outros 3 integrantes, provando assim que o talento do líder e vocalista da banda é singular, único. Sem desmerecer os os então ex-integrantes, o Charlie Brown mostrou que a sua maior essência e criatividade estava em volta do Alexandre Magno Abrão, exemplificando com o excelente álbum "Imunidade Musical", e os postos vagos sendo assumidos por Heitor Gomes, Pinguim e pela volta de Thiago à guitarra.

Mais recentemente, o grupo foi novamente refurmulado com a chegada de Bruno Graveto para a bateria e a volta de Champion e de Marcão os respectivos postos de baixista e guitarrista (ao lado de Thiago Castanho). A criatividade não tirou férias e provou que o talento não era algo espontâneo, e unicamente espontâneo, mas era duradouro e persistente.
Tudo ia muito bem, até a morte do vocalista. Agora, é quase certo que a banda encerre as suas atividades, por ser visível a falta de possibilidade de substituição da lacuna deixada pelo 'frontman'.
Meus sinceros pêsames de fã e crítico aos que também estão se sentindo muito mal com o fim dessa trajetória de muito sucesso e que deixará suas raízes nas músicas brilhantemente criadas!


4 comentários:

  1. Vaai deixaar saudadees' =\'

    Pegou todos nós de surpresa, grnade Cara' (:

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  2. Coom todo o perdão, corrigirei o tempo de sua oração para "Já está deixando saudades"!

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  3. Se torna inacreditável quando você pergunta a pessoa se ela curte Rock e ela nunca nem se quer ter ouvido uma música ou não conhecer o Charlie Brown Jr. isso demonstra o quanto eles marcaram e o quanto Alexandre foi importante.

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